Apenas um lugar situado no monte da minha pequena aldeia de Balugães, onde se destaca uma laje de granito escurecida pelo tempo e que a pequenada havia transformado num improvisado escorrega.
Ainda hoje costumo subir o monte, perguntando, ás vezes, inquieto, se a extracção de pedra que já se fez nas suas proximidades não acabará por levar a “nossa” Laje Negra.
Quando lá subo, é como se retornasse aos dias de infância. Não é para escorregar, porque não tenho idade para essas folias, mas aproveito para descer o olhar até à planura dos campos da Agra, por onde serpenteia o rio Neiva, sereno, quase preguiçoso, sem pressa de prosseguir o seu curso até ao Atlântico, dali tão perto.
domingo, 16 de maio de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarOh prima por acaso não tens fotos da dita cuja, da laje Negra é claro.
ResponderEliminarE do penedo da peneirada?
Por falar nisso alguem sabe de onde vem este nome? Oh Sr Neiva, um tópico sobre o penedo e outros nomes lá da aldeia era interessante?
Apanhaste-me descalço, a respeito do famoso penedo. Atrevia-me a sugerir que aquele enorme calhau, isolado no monte, olhando do alto o mato rasteiro e roído das cabras, inchou, sentiu-se imponente e encheu-se de peneiras! É isso! Calhau peneirento.
ResponderEliminarAs cabras não terão suportado o seu olhar altivo e, oferecendo-lhe os flancos com o rabicho espetado, estrumaram a terra para um pasto farto do ano seguinte e rabujaram, desprezivelmente, enquanto se afastavam : «toma lá esta peneirada, seu peneirento!»
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminar