quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um Amigo Que Chega da Austrália

Olá Pedro

Vejo a tua foto chegar, como «seguidor», à Laje Negra. Aparece a comentar,mesmo no teu português inglesado, se gostares dos temas propostos, que serão sobre a vida da gente. Como escrevi e pudeste ler, «ninguém sabe o caminho», mas ainda podemos dizer «não vás por aí, que já experimentei e não dá». Vamos pensar, juntos, em alternativas.
E eu tenho um conselho, o único, que dou a toda a gente: não caminhem sozinhos! Levem convosco um amigo, muitos amigos, todos os que puderem abraçar. E comecem por abraçar o vosso amor primeiro, aquele que partilha convosco a casa, o leito e o corpo inteiro. Uma viagem em tão boa companhia vai proporcionar a felicidade possível. Talvez a única que todos procuramos; hoje, porque amanhã, talvez os netos dos nossos netos a queiram toda, no sentido em que escrevia o Luís, meu amigo e companheiro no blog, «com um olho no finito e outro no infinito». Somos insaciáveis e isto tanto nos faz tomar consciência da nossa grandeza humana, como nos deixa, irremediavelmente, com água na boca. Mas que bom, porque assim se alimenta o sonho.
Um abraço
Mário

1 comentário:

  1. Da Austrália me chegou também há poucos dias uma visão extraordinariamente interessante da realidade, ou pelo menos assim a entendi... eu, perdido em leituras sobre a Teoria da Relatividade, e a natureza do Espaço-Tempo, a comprometer a nossa habitual visão das coisas: um mapa onde nos deslocarmos, um relógio a contar tic-tac tic-tac, e Einstein a baralhar tudo isso e a lançar-nos numa realidade desconhecida...

    Também os aborígenes australianos têm uma noção diferente do espaço. As suas histórias do Tempo de Sonho (Dreamtime) descrevem itinerários dos personagens na paisagem australiana, e quem percorre esses caminhos percorre-os cantando as histórias. Uma viagem torna-se, assim, uma sucessão de canções, e o movimento no espaço só é válido se respeitar a canção (ou seja, andar para trás num certo caminho pode ser tabu, porque viola a história). O seu espaço não é definido, assim, por um sistema de coordenadas, mas pela sua cosmogonia, pela sua cultura.

    Terá Einstein demonstrado que também eles estão errados?

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