quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amar Deus Ou Amar o Homem

Este post é a transcrição de um comentário que fiz para o blog aaacarmelitas, em resposta a uma critica sobre o meu «afastamento de Deus». Essa critica foi feita na sequencia da colocação, naquele blog, do meu post anterior sobre fé e ciência. Apesar de os leitores serem «apanhados» como que a meio da conversa, penso que compreenderão facilmente o que pretendi transmitir. E, com esta publicação, ficará também registado, na Laje Negra, um pedaço do percurso da minha já longa caminhada.
Aqui fica, pois.

Para a Teresinha

«Permita-me que a trate pelo diminuitivo, porque é assim que eu a "sinto", apesar de só a conhecer pelas palavras que traz a este blog.
Disse que gostei do seu comentário e repito.
A Teresinha foi directa, franca e extremamente comunicativa, quando abriu a alma da sua fé. Por isso disse que «adorei». E a Teresinha merece que eu retribua do mesmo modo.
As coisas deviam ser sempre assim neste blog: não concordo, apresento os meus argumentos e, se quiser, faço comunicação, acrescentando a minha experiência pessoal, íntima até. Fica o "máximo".
A Teresinha fez tudo isso lindamente. Apetecia-me dizer: só mesmo a sensibilidade de uma alma feminina!

Teresinha, quanto aos assuntos que dizem respeito a Deus, eu separei dentro de mim os planos, desde que o meu "relacionamento" passou do plano afectivo para o plano do conhecimento. Tudo o que a Teresinha vê e sente na sua fé, eu já vivi o mesmo e com muita intensidade. No seminário passei por ser um «santinho». E pode crer que me esforçava por sê-lo, mesmo que para outros fizesse figura de ingénuo. Recordo com ternura esses tempos. São meus, estão aqui dentro e não os quero afastar por nada deste mundo. São páginas apaixonadas da minha vida. Eu procurava sair da solidão para que tinha despertado, ao atingir a «idade da razão». É uma idade única, esta da passagem para a "autonomia", mas dramática porque nos descobrimos sozinhos perante o mundo inteiro. Os pais deixaram de ser a palavra infalível e o amor garantido; os amigos vão e vêm e, muitas vezes, ou nos chateiam ou não nos compreendem…
É quando buscamos o «amor perfeito» ou «o verdadeiro amor». É a idade das primeiras grandes amizades e das primeiras paixões amorosas...
No seminário ensinavam-nos que a verdadeira amizade e o verdadeiro amor só procedem daquele que é a Perfeição e o Amor: Deus. E n'Ele, Jesus, Nossa Senhora e todos os santos.
Vou saltar todo o processo que fez com que eu separasse a minha afectividade daqueles "ícones" da minha fé. Aliás, muito já ficou dito neste blog. E vou contar-lhe, Teresinha, como substitui dentro de mim aquele que é o seu «companheiro de viagem» e com quem compartilha, meio-por-meio, o melhor da sua afectividade, dos seus sonhos e das suas decepções. Com quem compartilha a vida, como nos conta, sentindo-lhe a "presença" que afasta a solidão na caminhada.

Hoje não tenho dúvidas que foi o aparecimento do amor incarnado, tão real como eu próprio, tão falível e ao mesmo tempo tão confiante, tanto quanto a nossa condição humana o pode proporcionar, que fez a "separação". Sem sombra de artificialismo e sem a ligeireza da rotina, já vai para vinte oito anos que ao chamar a «minha mulher» a chamo de «meu amor». Esteja perto ou esteja longe, tenho a sua "presença". Não sabemos, ela e eu, o que é a solidão. E dizemo-lo um ao outro, varrendo sombras de dúvida, se começassem a insinuar-se.
A esta distancia dos anos em que me queria «apaixonar» por Deus, pelos santos e «por todos os irmãos», digo para mim próprio que este amor que vivo no dia a dia, é exactamente aquilo que sempre procurei e nele encontrei a doce paz do espírito, no presente.
Esse amor real, vivido na imperfeição de dois seres, imperfeitos e limitados, sim, está sempre acima de qualquer conhecimento filosófico, teológico e cientifico. Por isso amo e sou amado por uma mulher que faz promessas à Senhora de Fátima, e as cumpre, porque é a sua teologia, a sua filosofia, a sua ciência. A mesma mulher que diz, por brincadeira, que se eu, excomungado da Igreja por ter casado com ela, for para o inferno, «quero ir contigo».
Não pretendo ser injusto com ninguém e, por isso, tomem tudo o que escrevo apenas como o relato da minha experiência. Mas digo-vos que se firmou em mim a ideia de que «Deus, Jesus e Maria» da minha juventude foram, antes de mais, o substituto provisório do amor pelo qual ansiava e acabei por encontrar.
Um amor que está ao alcance de quem o queira encontrar e nele viver.
Assim, «Deus», que «nunca ninguém o viu», como está escrito nos Evangelhos por onde li, constitui objecto do meu pensamento, como tudo o que não compreendo, a começar pela complexidade espantosa do ser que somos. Mas o meu afecto, esse, está, todinho, encaminhado para o meu amor, para os amigos e para o universo todo. E se Deus for o próprio universo, como pensam muitos, então já o amo, e de que maneira, quando abraço ternamente o «meu amor».

18 comentários:

  1. O que eu vejo acontecer com alguma frequência é que as pessoas que estão nesse estado de afastamento e o estão por esclarecimento e reflexão têm de se haver com a opinião crítica de outros que não pensaram nem um décimo do tempo sobre o referido assunto e que se arrogam o direito de considerar os primeiros uns "desencaminhados", por não aceitarem acefalamente a opinião estabelecida. Mas é coerente que isso aconteça, num mundo em que as grandes descobertas científicas vêm nos jornais em nota de rodapé, enquanto a generalidade das pessoas se refastela no sofá a ver a telenovela e o futebol.

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  2. Começo a compreender de onde vem esse teu optimismo, essa energia e confiança tão evidentes nos teus escritos. É muito gratificante quando se segue o que nos dita a consciência. E tu com lucidez e honestidade o declaras.

    E agora pergunto eu: Já assim estava escrito? É o resultado puramente causal do fenómeno da causa e do efeito? Ou entre a causa e o efeito veio meter-se um estranho chamado livre-arbítrio?

    Não tenho fé no euromilhões nem na lotaria. Prefiro a frase popular, que não sendo um dogma, encerra uma boa dose de bom senso: -Na vida, cada um tem o que merece.

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  3. Meu caro Lima, a tua última pergunta sugere a existencia de um outro fenómeno extraordinário e sobre o qual nós ainda não reflectimos aqui na Laje Negra.

    "...entre a causa e o efeito veio meter-se um estranho chamado livre-arbítrio?"

    Realmente, algo se intrometeu entre mim e o universo frio, feito objecto passivo da minha observação e do meu pensamento. Intrometeu-se um outro "eu", tão poderosamente consciente quanto eu próprio, acrescentando mistério àquele que já sou. Seria caso para dizer "só me faltava mais esta!", não fosse o caso tratar-se do acontecimento mais extraordinário na vida de um ser humano.
    Especula-se que a plena "consciencia de mim" só é possivel por referencia à consciencia de um outro "eu". E este facto é ao mesmo tempo fantástico e dramático.
    O problema foi vivamente sentido e pensado por Jean Paul Sartre, quase teu compatriota (!...) que acabou pregando que a minha liberdade acaba onde começa a de um outro "eu" e daí chegou depressa à famosa sentença: " o inferno são os outros". Subentenda-se, o inferno da liberdade de cada um.
    Na prática significa que, mesmo que o livre arbitrio seja uma realidade, o seu exercicio, porém, é uma ilusão, por esbarrar com o possivel livre arbitrio do outro "eu".
    Em sentido contrário especula um outro filósofo francês, Gabriel Marcel, também ele impressionado com a descoberta de um outro "eu". Ao contrário de Sartre pensa que a descoberta do outro "eu" faz nascer uma nova realidade, a comunhão de pessoas, que é o nosso destino natural.
    Era altura de falar do sentido da existencia...

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Tantos "eu"s, o livre-arbítrio, a interrupção da causalidade, um sentido para a existência...

    Tudo isto constitui o terreno propício à interpretação de um poema do Mestre Zen Mumon, que atingiu o satori (iluminação) depois de estudar quatro anos o koan 'Mu' (o koan é a historieta seguinte: "Um monge perguntou a Joshu, um mestre Zen chinês, "Um cão tem a Natureza de Buda ou não?". Joshu respondeu "Mu").

    O poema é este:

    Mu! Mu! Mu! Mu!
    Mu! Mu! Mu! Mu!

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  6. ´Não acho mal que a uma pergunta idiota se dê uma resposta idiota ou se não responda.
    Esta pergunta em concreto pode não ter nada de tolice se na origem esteve uma interrogação mais profunda acerca da diferença real ou aparente entre os seres.
    Se assim foi, a resposta de Joshu revela a essencia do budismo (pelo memos do budismo desse personagem): não sei e não quero saber, porque a vontade de saber só acarreta sofrimento.
    Será?
    Tenho a sorte de pertencer a uma geração "sortuda", onde o saber acumulado nos revela surpresas maravilhosas a cada curva da estrada.

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  7. O propósito de Joshu não é responder à pergunta. É produzir a transformação pretendida na pessoa que a faz (atingir a iluminação). Porque o objectivo de quem faz a pergunta também não é vê-la respondida, é também atingir a iluminação. Assim, o bom professor não é o que responde, mas sim o que aproveita a pergunta da melhor maneira. Isto é de um pragmatismo diabólico. Às vezes, a melhor resposta pode ser dar-lhe uma paulada na cabeça, ou outra coisa qualquer. Isto não depende só da pergunta. Depende de quem a faz, em que circunstâncias, e com que predisposição mental. É por isso que é frequente dizer-se que não se pode aprender Zen a partir de um livro. É que as respostas dependem da situação de quem pergunta.

    No caso, arrisco uma interpretação: pretende-se ser capaz de pensar/agir de forma dual e não-dual (ou seja, sem discriminar os fenómenos entre si: isto, aquilo, bom mau, etc.). A primeira é mais intuitiva para toda a gente, desde cedo que somos ensinados a classificar, etc. Enquanto se procurar descobrir o pensamento não-dual por análise dual dos fenómenos, não se chega lá. É como tentar fazer um vaso impecável sempre a partir da colagem de dois bocados.

    Mu quer dizer aproximadamente 'nada', 'coisa nenhuma', 'não-coisa', algo assim. É uma espécie de expressão vocalizada da não-resposta.

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  8. A esse respeito deixo aqui um link para comentários famosos a este e mais koans (em inglês), da autoria do monge Mumon (1183-1260):
    http://www.angelfire.com/electronic/awakening101/mumonkan.html

    Os comentários são mais extensos e, eventualmente, mais incompreensíveis do que os koans comentados. :-)

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  9. Quando uma pergunta é feita e já se conhece a resposta ou não se pretende resposta alguma,nós, os pragmáticos, chamamos-lhe uma pergunta de "retórica". O efeito que se pretende com uma tal pergunta é o mesmo que pretende o Joshu. No budismo chamam-lhe «iluminação». Não será um pouco assim, Luis?
    Acredito que os sábios budistas estivessem enfastiados de ouvir perguntas de respostas impossiveis e, portanto, de todo inúteis. Nestes casos, a aitude mais sensata e poupadora de sofrimentos ou simples arrelias é rezar o poema «Mu!Mu! Mu!». Porém, a fixação numa atitude de desprezo pelo trabalho especulativo da mente humana pode levar à morte do sonho e à inação.
    Os sonhos "loucos" e os trabalhos especulativos de Leonardo da Vinci, em querer voar como os pássaros ou viver debaixo de água como os peixes, demoraram cinco séculos a ser concretizados...Imaginemos que ele tinha perguntado ao Johsu se o homem podia voar como as aves? Claro que este mandava-o rezar o poema MU! MU! MU! (como sou um bricalhão incorrigivel, ia-me saindo "mandava-o à merda").
    Mas devo estar a interpretar mal, não é Luis? Afinal, tanta gente e tão sábia reconhece a profundidade do pensamento budista! E vem agora o côdeas do Mário Neiva desfazer no budismo! Bem, mas há budismos e budismos, como tu disseste. Eu também sei de uma mão-cheia de cristianismos, cada um mais arrevezado que outro.

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  10. Ah ah! Era bom que fosse tão simples, mas realmente não é. O que é dito não é algo para "despachar" a pessoa ou outro artifício.

    Pretende-se de facto algo diferente. Pretende-se produzir um "clique" no processo de raciocínio da pessoa, na maneira de encarar a realidade. É difícil explicar, mas tenho aqui dois exemplos. Vais ter é de copiar umas coisitas para o endereço do browser:

    Abrindo o link abaixo, vês uma cabeça a três dimensões? Ou simplesmente um padrão geométrico?
    http://www-ai.ijs.si/sirds/head.gif

    Vês aqui um cavalo a três dimensões? Ou só aparente ruído visual?
    http://www-ai.ijs.si/sirds/horse.jpg

    A verdade é que, adoptando a perspectiva correcta, é possível ver figuras a 3 dimensões que passam a ser "tão" reais como a imagem aparentemente pouco interessante que se tem usando a perspectiva "normal". Desafio-te a tentar.

    A iluminação começa por aí, pelo primeiro clique que nos leva a encarar a realidade de uma forma muito alternativa, mas NÂO MENOS REAL. Julgo que a iluminação completa envolve a capacidade para encarar a realidade e a vida do dia-a-dia nas duas perspectivas simultâneas, em harmonia.

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  11. Posso não ter chegado a entender tudo direitinho, mas insisto, Luis, que o conhecimento só interessa ao ser vivo como meio para construção da vida. O "saber por saber", em profundidade ou superficial, é diletante e faz parte da vida como "diversão". Deve ser encarado na perspectiva "ociosa" de puro prazer, resultante do exercicio mental e valorizado como expressão da nossa capacidade para criar cultura. As artes são a forma elevada dessa expressão "ociosa".
    O conhecimento e a busca do conhecimento, porém, são o impulso natural para conhecer o meio e utilizá-lo em favor da vida, quer adaptando-se a ele, quer transformando-o em seu proveito. Neste sentido o conhecimento é essencialmente utilitário.
    E agora diz-me, Luis, a que se destina a "iluminação" budista? Que interesse tem ver o mundo nesta ou naquela perspectiva, se não for para o transformar para nós e construir a vida?
    Porque, na minha perspectiva, a vida não está nem compreendida nem construida e uma coisa não vai sem a outra. Num mundo pensado deste modo a "iluminação" é "ociosa". Pode ser arte e cultura, o que já é muito humano e muito bom.
    Os budistas não são parvos nenhuns...

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  12. Voltando um pouco atrás e comentando o comentário do Lima.
    Podes crer, querido amigo, que a força que me move está, de facto, aqui em casa. É dificil de descrever quanto representa na vida de uma pessoa uma companhia permanente, carinhosa e tão próxima que parece estar sempre dentro de nós.
    Não sei se todos `têm necessidade desta "presença". Quanto a mim, parece-me que tenho aquilo que sempre procurei. O que vier a mais será por acréscimo ou "a cereja em cima do bolo". E que maravilhosa cereja são os amigos e o universo da vida...

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  13. A que se destina a iluminação? Bem, para essa pergunta - pelo menos! - a resposta é clara: a cessação do sofrimento. Essa é sem dúvida a resposta. Eu acrescentaria: uma compreensão mais profunda da realidade.

    Chegaste a conseguir ver as imagens? Não é fácil. Mas é recompensador.

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  14. Mas não vale fazer o teu budismo...
    Curioso: no cristianismo prega-se a "cruz" para atingir a realização; no budismo propoe-se a iluminação para acabar com a "cruz" da vida.
    No cristianismo "cruz" representa esforço, luta, sofrimento, acção, construção. E também sonho e futuro. O sofrimento é assumido como meio de chegar ao sucesso. Como é evidente que o homem prossegue a caminhada de milhões de anos, não vejo como pode anular o espirito de luta sofrida, sem risco de anular a própria vida.
    Claro que, na medida em que o ser vivo consegue satisfazer as suas naturais necessidades, o stress diminui. Os problemas para o homem muliplicam-se porque a dinamica do seu génio criador multiplica as exigencia vitais. Isto, na pratica, significa que o homem está criar-se, a construir-se.
    É nisto que eu insisto, e concluo que fazendo cessar o "sofrimeno" humano faz-se cessar também o seu crescimento.
    Para que serve "compreender" um homem estacionario...

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  15. Eu penso que uma melhor compreensão da realidade conduz a uma melhor acção sobre a realidade. É isso que está na base da ciência, e nem sempre os objectivos pragmáticos antecedem a descoberta teórica. Muitas vezes a descoberta é vazia de objectivos, e as aplicações vêm depois.

    Na medida em que o budismo é um caminho de salvação, sim, mas que assenta numa visão nova (e, para mim, extremamente realista da realidade, passo a redundância), então ele constitui uma vitória científica, permitido-nos conhecer melhor uma realidade que está lá, só que não a vemos.

    Então, viste o cavalinho? Olha que ele está mesmo lá! Agora explicar como o ver... isso é danado!

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  16. Vou já avisando que ao começo é preciso torcer um pouco os olhos, e olhar fixamente, evitar piscar os olhos... assim como se se estivesse em meditação... :-)

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  17. Já conhecia este tipo de imagens, porque há uns anos ofereceram-me uma colegção desses «postais». Havia entre elas a representação de uma seara de trigo que era impressionante. Realmente, é como ver o invisivel.
    À medida que te leio sobre o teu budismo fico com impressão de que estás a construir o teu próprio budismo. É como se tentasses conciliar o teu amor à ciência com o pensamento budista que te despertou para a consciência da «fragilidade» da nossa humana condição. É um pensamento antigo, subtil, denso e profundo e mexe, naturalmnente com cordas muito sensíveis da nossa natureza de seres dotados de uma mente consciente. E é como uma voz a ecoar do fundo dos tempos e ao mesmo tempo do fundo da alma humana. Vi um «Dalai Lama» português na TV que fez uma pequena demonstração, em que estava presente a atriz Adelaide Ferreira, ela própria seduzida pelo budismo. A sessão começou com o soar de um sino, que só de ouvir convidava ao recolhimento! Acrescenta à "misteriosa voz"do sino uns pensamentos apropriados à circunstancia, recordados e meditados, e temos um budista a elevar-se acima do sofrimento do dia a dia.
    Os brincalhões dizem que um bom «charro» faz o mesmo efeito, "anestesiante" da vida real.

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  18. Não me vai encontrar, de certeza, na União Budista portuguesa. Se reflectir a composição dos budistas portugueses, deve ser uma massa muito heterogénea. Algumas pessoas são capazes de ser budistas só porque gostam de amarelo torrado...

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