quarta-feira, 8 de junho de 2011

Criação (Im)Perfeita -Marcelo Gleiser

Passei pela Bertrand e deparei com esta maravilha de Marcelo Gleiser, com o subtitulo " O Cosmos, a Vida e o Código da Natureza".
Não conhecia o autor. Esta 1 edição acaba de sair em Maio. Surpreendeu-me, este cientista que fala a nossa língua. E não só a mim. Na contra-capa pode ler-se: "...apesar dos esforços corajosos de muitas mentes brilhantes, a Teoria de Tudo continua a fugir-nos. Subvertendo mais de 25 séculos de pensamento científico, o premiado físico Marcelo Gleiser argumenta que essa busca é ilusória" !!! E o Prémio Nóbel da Química Roald Hoffman da-lhe razão: "Marcelo Gleiser ensina-nos a encontrar a beleza num Universo imperfeito, assimétrico e acidental". K.C.Cole vai no mesmo sentido: "Gleiser recorda-nos que nem o Universo nem a vida precisam de uma "razão" para terem um significado". E Stuart Kaufman não faz a coisa por menos: "Este livro marca o inicio de uma transformação no modo como vemos o mundo", depois de anotar "que existe uma relação profunda na ciência ocidental entre o monoteismo e a busca científica da Unidade, a Teoria de Tudo".
Pois é, Einstein, afinal eras um "religioso" inominado.
Chega para vos abrir o apetite?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

De Hawking à ressurreição

(Em atenção ao último post do Mário)

Penso que Hawking não diz nem deixa entender que chegamos ao “fim da ciência”. Se certas afirmações suas nos levam a pensar desse modo, é talvez mais uma interpretação da nossa parte que vai para além do seu próprio conceito nessa matéria. Na longa historia das ciências humanas, por várias vezes isso aconteceu. Lembremo-nos do recente século dezanove, onde ocorreu o mais extraordinário avanço no domínio das ciências, artes e técnicas. Vários “especialistas”, não forçosamente os mais competentes, não hesitavam em proclamar que não havia mais segredos para a inteligência do homem. Tudo o que havia para descobrir estava descoberto.
Deixando de parte a efervescência, repulsiva, condescendente ou admirativa, provocada pelos livros de Hawking nos meios da divulgação científica e no publico em geral, resta-nos considerar o homem e a sua obra como um todo contribuindo para a divulgação do conhecimento. Certamente que, nas suas pesquisas teóricas, largamente reflectidas e longamente repensadas, Hawking procurou ir o mais longe possível na descoberta das leis da natureza e do cosmos em que ela se insere. Uns acusam-no de “meras operações de marketing”, outros de maltratar a filosofia e a física contemporânea. Há quem vá mais longe e afirme que algumas das suas teorias são um “recuo na reflexão racional”. No entanto, a maior parte das críticas dirigidas a Hawking têm por alvo algumas frases lapidares por ele emitidas, onde afirma convicções de ordem pessoal, que chocam com paradigmas ou dogmas, intocáveis dentro de certas “capelas” de um certo saber “absoluto e inquestionável”.
Não tenho capacidade para discutir as teorias divulgadas por Hawking. Vejo-o como alguém que consagrou a vida à ciência dentro das possibilidades físicas que a natureza lhe concedeu, e que tenta divulgar o resultado das suas conclusões, tanto cientificas como filosóficas. Compreendo-o quando diz: “Eu considero que o cérebro é um computador que cessa de trabalhar logo que os seus componentes se avariam. Não existe paraíso ou vida depois da vida para os computadores avariados; é um conto de fadas destinado àqueles que têm medo do escuro”. Ele, mais do que qualquer banal seu semelhante, viveu na pele as incertezas e fragilidades da condição humana, e teve de afrontar, quase quotidianamente, a realidade de um fim ameaçadoramente próximo e inelutável, facto que nós, na esperança de uma vida longa, mesmo conscientes da nossa finitude, consideramos como uma mera e longínqua eventualidade. Não penso que a intenção da citação acima, seja de afirmar a redução do homem a uma simples ou complexa assemblagem de componentes mecânicos e electrónicos. Ela é apenas a simples afirmação do conceito enunciado e defendido por cérebros de todos os tempos que a inteligência universal colocou alto no patamar do conhecimento: o homem veio de algures, cresceu com a natureza, fez-se a si próprio, e partirá como chegou, num sopro do universo, sem compreender como, nem por quê. O enunciado é meu, mas a ideia tem a idade do ser humano.

Bouddha, Sócrates e Jesus falam da morte, não como um fim, mas como uma passagem a outro estado. Porém, nenhum dos três tem exactamente a mesma concepção dessa imortalidade. Ela varia conforme o meio cultural em que viveram e as experiências espirituais de cada um. Para o Bouddha a vida é um ciclo de sofrimento que começa à nascença e se prolonga com o envelhecimento, a doença, os desgostos e a morte. Sócrates pôs em evidência ideias já expressas por Pitágoras e outros do seu tempo. Os dois defendem a tese da reencarnação, mas divergem noutros pontos como na existência de uma alma permanente e indestrutível ou a identidade espiritual do “Si”. Jesus abraça o pensamento generalizado no povo judeu do seu tempo, que professa a ideia de globalidade do ser humano: o corpo e a alma são um. Nunca faz referência ao futuro post mortem de um principio espiritual separado do corpo, mesmo se insiste na ideia de uma vida depois da vida neste mundo perecível.
Já Sócrates dizia que para um filosofo existem dois registos do saber: o saber propriamente racional ou cientifico, e o saber que ultrapassa o quadro da razão, para atingir outros domínios como o da fé, da intuição, do sentimento ou mesmo da tradição. No primeiro caso trata-se de “certezas”, no segundo de “íntima convicção”. Stephen Hawking, cientifico e filosofo, pertence ao primeiro registo; Bouddha, Sócrates e Jesus, filósofos por excelência, pertencem ao segundo. Todos eles exprimem ideias assentes em correntes de pensamento contemporâneas, mas quase sempre enraizadas num passado mais ou menos longínquo. Nenhum é exclusivo, nenhum é globalmente original, nenhum é totalmente convincente.
Bouddha, Sócrates, Jesus ou Hawking, acaso algum deles teorizou um conceito unificador da verdade que satisfaça as aspirações legítimas do homem na sua angustiosa procura de certezas inquestionáveis?
As sábias teorias e conceitos do imenso armazém do saber de que dispomos, dão-nos, à escolha, toda a “verdade” e o seu evidentíssimo “contrário”. Cabe-nos fazer a escolha para formar o leque das nossas “íntimas convicções” já que as “certezas” nos escapam como sabão debaixo do chuveiro.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Stephen Hawking, Realista ou Simplista?

Numa entrevista para o jornal ingles The Guardian, publicada em 16.05.2011, este físico de renome mundial propõe sem rodeios as suas ideias acerca da vida humana. Começa com uma alusão à paralisia que o afecta há muito tempo: “Vivi durante os últimos 49 anos com a perspectiva de uma morte iminente. Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Há tantas coisas que eu queria ainda fazer”.
“Eu considero que o cérebro é um computador que cessa de trabalhar logo que os seus componentes se avariam. Não existe paraíso ou vida depois da vida para os computadores avariados; é um conto de fadas destinado àqueles que têm medo do escuro”.
Perguntado, então, “porque é que nós estamos aqui?”, remete a resposta para uma conferência que terá lugar em Londres, mas vai adiantando que “ínfimas flutuações quânticas no começo do universo semearam os germes da vida humana”.

Se nos colocarmos numa perspectiva de “fim da ciência” e que, com Hawking, está tudo descoberto, pensado e dito, só nos resta ficar vergados a essa verdade total e definitiva. Não é, de maneira nenhuma, o que está a acontecer.
Mas não vale a pena tentar “dourar a pílula”, porque a desagregação e desintegração do conjunto prodigioso constituído pelo nosso corpo e nosso cérebro é uma realidade inelutável e tudo o que a ciência pode fazer e faz é tentar preservar-lhe a vida e eficiência por um tempo mais longo possível. Aliás, as ciências têm como objectivo último essa preservação, ciente de que dela depende a existência do individuo e o futuro da humanidade.
Desvalorizando, na prática, o facto de a maior parte das pessoas acreditar na vida depois da vida, a ciência luta em cada dia, no silêncio dos laboratórios, por mais e vida e mais qualidade de vida, para este conjunto corpo-cérebro.
Convenhamos que não faria sentido lutar tanto pela vida que temos, se a ciência tivesse a certeza acerca da “vida depois da vida” e que essa vida fosse precisamente o paraíso, ou seja, o cúmulo de tudo aquilo com que poderíamos sonhar.
A situação criada é paradoxal. Por um lado a ciência de Hawking afirma que já somos tudo o que é possível ser, ou seja, um monumental fogo-de-artifício e, por outro, a mesma ciência aparece na linha da frente a dar tudo por tudo como se, também, na prática, não acreditasse termos chegado ao “fim da linha”.
Numa perspectiva de “fim da cência”, a ética e a moral seriam relativizadas até ao limite da indiferença e frieza com que legislaríamos para meros computadores. E nenhum obstáculo se colocaria ao poder da ciência de um grupo com poder económico ou outro qualquer.
Como dizem muitos cientistas da actualidade, avisada e sabiamente, decretar o “fim da ciência” é liquidar os sonhos da Humanidade.
A certeza de Hawking é apenas a sua certeza. O que nos fez chegar ao que “somos” pode ser bem mais que meras “ínfimas flutuações quânticas”. E a ciência, na prática, ignorando quaisquer limites, continua a investigar.
Quem não suportar a expectativa, pois que se acomode a Hawking e morra em paz. Em alternativa, creia na "ressurreição cristã" ou na "imortalidade da alma".
Só deveria ser proibido, mesmo, parar a caminhada e a demanda do “santo graal”…

domingo, 22 de maio de 2011

Descer ao Pormenor Para Compreender o Conjunto

Retomando a ´história do "dedo e do gesto", do anterior comentário do Luis, posso imaginar este a ser feito na minha direcção e a significar qualquer coisa como "querias compreender a física quantica, não!..."
Nada demais, quando são os maiores físicos a afirmar que quem diz que a compreendeu é porque não entendeu mesmo nada.
Mas é fascinante ler as exposições de Peter Atkins, Brian Greene, Michio Kaku ou Paul Davis, que nos deixam a "cismar" acerca de como a partir de um mundo tão incrivelmente subtil(já não me atrevo a dizer pequeno)se chegou à estrutura onde emergiu a mente consciente.
Como pedrada no charco, aparece o prémio Nobel da física, Robert B. Laughlinh a escrever "que os maiores mistérios da física não se encontram nos confins do universo, mas bastante perto de nós" (In Um Universo Diferente).
Logo no prefácio, lança o desafio a físicos e filósofos: "Na mente humana coexistem dois impulsos primários e em conflito - um que nos leva a simplificar um objecto nos seus constituintes básicos, outro que nos leva a olhar através desses constituintes para atingir conclusões mais abrangentes". E prossegue: "À beira-mar, por exemplo, muitos reflectimos sobre a majestade do mundo, embora o mar seja, na sua enssencia, um buraco cheio de água salgada". Mas, acrescentará logo de seguida, "ver o mar como simples e finito, como faria o engenheiro, é animistico e primitivo, enquanto vê-lo como uma fonte infinita de possibilidades é avançado e humano".
Não só eu não contesto, como digo que assim falaria também o filósofo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Átomo É Muito Grande!

"...Todos os átomos são infinitamente grandes, o que contrasta vivamente com a perspectiva de os átomos serem pequenos" (Peter Atkins, in O Dedo de Galileu).
Dá vontade de esfregar os olhos para verificar se estamos a ler bem. Peguemos no átomo com a estrutura mais simples de todas, o átomo de hidrogénio. O núcleo tem apenas um protão e para neutralizar a sua carga positiva existe apenas (e sempre) um electrão. Por terem cargas eléctricas opostas, namoram mas nunca se beijam. E também nunca se largam, por mais que o electrão se afaste do protão-núcleo. E pode fazê-lo até ao infinito. Porém, nem se pode dizer que se afasta porque, na realidade quântica, tudo acontece como se o tempo e o espaço não existissem "a priori", como um palco de eventos. De facto, Peter Atkins recorda que as soluções da equação de Erwin Schrodinger para dar conta do comportamento do electrão "prevêem a probabilidade de encontrar o electrão em cada ponto do espaço e não a localização precisa do electrão em cada instante, como na física clássica". Bem, mas isto é como se o tempo começasse a contar só quando tropeçamos no electrão, num espaço que também só começou a existir depois do encontro.
Então é assim: se eu não encontrar o electrão ele não está nem "aqui" nem "agora".
E no entanto eu não posso dizer que não existe, porque do namoro entre protões e electrões nascem todas as macroestruturas. A começar por esta que eu sou.
Eu queria ler o "Dedo de Galileu" até ao fim.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Outro Lado de Deus

Recebo muitos videos sobre Deus na minha caixa de correio-e, remetidos pelos meus amigos. Invariavelmente, nesses videos Deus é associado a belissimas paisagens, deslumbrantes exemplares da vida animal e gestos de amor e carinho de homens, mulheres e crianças.
Diriamos que a natureza em todo o seu esplendor nos aponta o verdadeiro "rosto de Deus".
Porém, não posso deixar de pensar no rasto de destruição e morte deixado por um terramoto, tsunami, vulcão ou furacão; no estertor da morte de uma presa nas garras do leão e na luta de morte pelo acasalamento que garante a vida futura.
Nunca ninguém associa Deus a estas realidades tão intensas e verdadeiras quanto a beleza do voo do condor no céu azul.
Este simples facto tão comum e, aparentemente, inócuo, pode ser suficiente para conduzir a um pensamento distorcido do que possa ser a Divindade.
Os nossos antepassados politeistas resolveram o problema imaginando um Deus diferente para cada situação. Havia o "Deus da guerra" e o "Deus da paz". Como havia o "Deus do bem" e o "Deus do mal".
Até que chegaram ao "Deus único" que tudo cria e a tudo preside. E será este o Deus que subsiste nestes nossos dias.
Apesar de "único" e transcendendo toda a nossa realidade, continuamos a associá-lo à vida do nosso mundo. E continuamos politeistas como os nossos longinquos antepassados, dando-lhe uma forma, de acordo com os nossos sentimentos e pensamentos.
Nos videos que recebo, dá-se-lhe o rosto da sabedoria e da beleza.
Não está mal, se pensarmos que Deus-é-tudo, mas nunca esqueçamos que falta "o outro lado", que consideramos "feio, destruidor e mau". Se quisermos ser tão honestos e verdadeiros como os nossos antepassados devemos aceitar que Deus também tem esse rosto terrivel...

terça-feira, 3 de maio de 2011

João Paulo II, Morto Ou Ressuscitado?

Está em curso o processo de canonização de João Paulo II. É impossível não associar este nome a S. Paulo. Depois de tudo o que aqui escrevi sobre a “ressurreição segundo S. Paulo”, impõe-se a pergunta: o Apóstolo, de acordo com tudo o que escreveu, “morreu na esperança da ressurreição” e permanece morto até ao “soar da trombeta” no Dia do Juízo Final ou está ressuscitado, como entende a Igreja, vivo e interventor junto de Deus em favor dos crentes e não crentes (porque não terá deixado de ser o “Apóstolo dos Gentios”)?
Como se vê neste processo de canonização e no culto das “almas do purgatório” a Igreja não aceitou a dureza ou loucura da morte integral do homem e da promessa de uma ressurreição futura, incessantemente anunciada por S. Paulo. Não suportou a demora de duzentos ou dois mil anos para a “Segunda Vinda de Cristo” e acomodou-se a uma fé diferente. No entanto, diferente apenas na pregação e nas práticas litúrgicas, porque a teologia não abriu mão da verdadeira fé e esperança de Paulo, mantendo o dogma da ressurreição da carne.
Seria muito importante que assumisse a divergência entre o que prega ou pratica e o que professa, reconhecendo corajosamente que, se Paulo não sabia nem a hora nem a forma de ressuscitar, a Igreja não sabe mais do que ele.
Não vale a pena fingir que do além vêm cartas ou milagres, remetendo para arquivo das velharias a loucura de S. Paulo, que prega a morte total do homem, feito cinza a aguardar o milagre de uma nova criação divina. E S. Paulo está a ser um homem não só de fé mas de inteligência. Com efeito, ele acreditou que se Deus realizou o prodígio da criação do “velho mundo” a partir do nada, porque não poderia realizar um outro ainda maior sobre as cinzas do “ velho homem”?
Voltando à “falta de fé” da Igreja, podemos perguntar: se a cura milagrosa de uma religiosa é “prova de vida” e de santidade de João Paulo II onde fica a fé e a esperança na ressurreição? Que espaço sobra para a fé, quando a razão é esmagada pelas provas irrefutáveis de uma ressurreição acontecida aqui e agora? Que espaço sobra para o “mistério da vida”, que enche a boca dos pregadores por tudo e por nada, para contrapor à descrença de um racionalismo redutor?
Com toda a justiça se poderá acusar os que ressuscitam mortos e os santificam de que andam a falar de um mistério “faz-de-conta” porque, na realidade, já ostentam orgulhosamente “as provas de vida” daqueles a quem o Apóstolo do Gentios apenas anunciou a esperança de uma ressurreição futura.
É gritante, neste caso de João Paulo II, como nos outros todos, o recurso aos milagres para substituir a fé e a esperança de Paulo de Tarso. Pudesse ele levantar-se do túmulo e gritar bem alto: não foi isto que anunciei!
Com a história dos milagres pretende-se subverter as leis da natureza e destruir o mistério da vida. E, ainda pior do que isso, a história dos milagres fabrica uma divindade que actua “a pedido”, arrasando a fé daquelas pessoas que depositavam a sua última esperança de amor e justiça num Deus-Pai, de verdade, que a todos haveria de tratar como filhos. A mensagem que a Igreja faz passar é a de uma divindade milagreira que, actuando “a pedido”, salva da morte a freira doente, ao mesmo tempo que deixa morrer afogados num tsunami trinta mil japoneses de uma vez só.
Não me impressionam as duzentas mil almas na Praça de S. Pedro. Dois biliões acompanharam um casamento real e facilmente duzentas mil pessoas se juntam dentro de um estádio de futebol.
Custa-me ver a Igreja onde me criei abandonar a fé dos seus fundadores, substituindo- a por uma corruptela que deixa indiferente uma juventude predisposta a ser despertada para o mistério da vida, servindo-lhe um espectáculo de milagres em vez de lhe sinalizar o milagre da vida e do universo. Deixou de entender e de pregar que é no mistério que o ser humano encontra espaço para “respirar”. Mistério mesmo, e não um jogo do faz-de-conta-que- não- sabe, mas sabe tudo sobre o que está para lá da morte.
Até sabe que ninguém morre, pensando a morte como se ela fosse um faz-de-conta. E apresenta as provas: os milagres que os mortos fazem!