Fiquei de fazer um post sobre a reencarnação, e aqui vai, portanto, o meu primeiro post neste blog, onde normalmente entro à socapa pelas zonas de comentários.
Podia agora correr o risco de vos passar a minha versãozita do Budismo. Há tantas disponíveis, também teria direito. Mas não fui de facto o autor desta variante (ver por ex. http://www.indianetzone.com/29/rebirth_cycle_consciousness_buddhist_philosophy.htm). Entretanto, gosto de pensar que era assim que o Buda realmente via as coisas. Mas se não via, também não faz mal.
A crença comum de reencarnação está associada ao conceito de karma e será mais ou menos assim (vou já avisando que não acredito em absolutamente nada disto): uma criatura está viva e, ao longo da sua vida, vai fazendo acções que são "boas" ou "más", e com isso acumulando um "saldo" devedor ou credor de "mérito". No momento da morte, consoante o saldo, produz-se uma reencarnação mais "favorável" ou "desfavorável", sendo que uma vida humana é considerado bastante bom, pelo potencial que tem de cessação da ignorância. Se se conseguir atingir a iluminação, o ciclo de renascimento cessa. Ou seja, o renascimento não é um prémio por coisa nenhuma, mas apenas sintomático de que o processo não está concluído. Adicionalmente, alguns seres que atingiram a iluminação escolhem deliberadamente originar uma nova reencarnação para benefício de todas as criaturas, com a missão de as ajudar a atingir a iluminação.
Reitero como ponto fulcral que, ao contrário da ressurreição cristã, a reencarnação não é tida como positiva em si mesma, antes pelo contrário. Ela existe enquanto houver ignorância, e cessa com a cessação da ignorância. Mas há ainda outra diferença fundamental: é que não existe uma alma que reencarne. Ou seja, umas reencarnações são a continuidade "kármica" das outras, mas não há uma entidade que transmigre entre corpos. Há um elo de causalidade que se presume estreito entre a criatura falecida e a renascida. O budismo, além de não ter deus, também não tem alma. Também não é muito activo a negá-la, simplesmente porque essa questão não é crucial ao âmbito do budismo, e o Buda preferiu não batalhar nessas polémicas. Para mim é natural que, num contexto social de hinduísmo, uma interpretação popular tenha sido a de uma alma que passa de corpo em corpo e Buda terá certamente tido grande dificuldade em fazer passar a sua mensagem sem distorções.
A visão que eu privilegio é bastante diferente. Uma diferença crucial é de escala. A outra tem implicações morais. Mas existe um estreito paralelo com o descrito atrás.
Já partilhei convosco esta ideia de inexistência de um ego. Ou seja, embora tudo exista (em particular toda a matéria de mim próprio), sempre que consideramos um agregado particular, seja ele um átomo, um dedo, eu, uma turma de liceu, um país, tudo isso são modelos da realidade mas não têm existência intrínseca. Não há um "eu" de dedo. Não há um "eu" de mim. Não há um "eu" de Portugal. Essas coisas têm um valor enquanto modelos a serem processados por mentes conscientes, neste caso humanas, com a curiosidade adicional de que estas "mentes" enquanto tal também são modelos, porque podem ser considerados grupos de neurónios, ou grupos de agregados de maior nível (córtex, amígdala, etc.) - digo isto sem fazer aqui qualquer apologia de qualquer dualidade mente/corpo; poderia ter dito mentes-no-corpo, portanto, ou mentes-corpo, ou até só corpo se se preferir. E estes modelos são úteis no contexto de um elevadíssimo pragmatismo que é o dos organismos sujeitos a selecção natural. Há que reconhecer que é mais fácil de explicar o comportamento evolutivo das espécies da forma habitual do que tentar reduzir tudo ao movimento de átomos. Mas não me parece de todo impossível. Apenas excessivamente complicado para mentes como as nossas. Dá jeito simplificar. O risco é pensar-se que os modelos é que são a realidade, mas isso é inevitável.
Continuando. A verdade é que é incontestável que, ego ou não ego, há uma incidência de causalidade muito forte na matéria que "me" compõe, incidência essa a que me apetece agora chamar "karma". Sem dúvida, tudo o que se passa com a "minha" matéria (desculpem usar aqui um modelozito que sou eu) tem mais implicações na "minha" matéria, regra geral, do que na de outros. A concepção consciente de continuidade do meu corpo entre dois instantes consecutivos, reforçada pela relativamente reduzida mutabilidade do mesmo em tão curtos períodos, é que é, para mim, a reencarnação. Portanto, enquanto - por ignorância, digo - tiver apego a esta ideia de um "eu" intrinsecamente existente, então renasço em mim próprio, transportando para o instante seguinte toda a carga causa-efeito que provém do instante anterior. A implicação moral aqui é que, na minha acepção, não existe uma justiça universal que premeia o bem com o bem e o mal com o mal. Nem tal faria sentido, na ausência de egos. O sofrimento aumenta ou diminui. Não aumenta nem diminui para ninguém em particular. Aumenta ou diminui. É só. Quem atinge a iluminação transcende a ilusão desta continuidade individual. Transcende as suas próprias motivações egocêntricas. E ao fazê-lo, necessariamente quebra uma parte importante deste efeito de causalidade. Porque é uma mudança grande. E ao quebrar o conceito de ego, não renasce mais.
Também se pode ver um certo paralelismo com a ressurreição cristã, em especial na expressão "é preciso renascer". Renascer face a nós próprios em cada instante, por oposição a morrer e renascer de novo, numa qualquer forma por estabelecer... mais ou menos anjinho...? Mas penso que é forçar um pouco encontrar grandes semelhanças. O cristianismo assenta fortemente no ego individual, sob a forma da alma. É uma diferença lapidar.
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E que post, Luís! Fiquei encantado com os detalhes.
ResponderEliminarVê lá se melhoras da gripe. Por amor de deus, não mandes 0 virus para o blog...
Como vês, Lima, o Luís até gosta do tema.
E eu tenho verificado que há cada vez mais gente a interessar-se pela vida depois da vida, reencarnada ou ressuscitada.
De qualquer modo, o que determina a crença na reencarnação ou na ressurreição é o desejo humano incontido de "mais vida". É como se o homem lhe tomasse o gosto e não a queira largar mais. E, necessariamente, o que levou à crença e ao desejo de imortalidade foi esta tão abençoada quanto "desgraçada" mente consciente. Todos os outros seres vivos estão "conformados" com o seu destino, ignorando que vivem na borda do precipício e dando tranquilamente o passo em frente...Na verdade, estrebucham até ao limite das forças, investindo tudo numa derradeira batalha contra a desintegração do "modelo", como diria o Luís.
Esta luta "inconsciente" pela preservação do efémero "modelo", digamos "forma" como Gedeão, é o que vou chamar, agora e aqui, de "fundo".
E então ficaria assim: todos os seres vivos têm uma palpável e efémera forma integrada por um "fundo", que neste caso é a "luta". No ser humano esse "fundo" é enriquecido pela mente consciente.
E, tanto quanto nos é dado saber, "forma e fundo" desaparecem da mesma forma tão misteriosa quanto a sua aparição.
E aqui chegados, Luís, interessa pouco discorrer sobre nascer ou renascer, sobre apego ou desapego ao "ego" , sobre ignorância ou iluminação. O que interessa mesmo é dar continuidade ao "instinto primeiro" e estrebuchar, estrebuchar, estrebuchar...
E de tanto estrebuchar com esta nossa mente consciente, já sonhamos com reencarnações e ressurreições. Falta mesmo é concretizar o sonho.
Não será para isso que fazemos avançar a ciência?
E quem é que são os verdadeiros interessados nos nossos pretensos sucessos? Um tipo chamado Richard Dawkins escreveu um livro chamado "O gene egoísta"...
ResponderEliminarConheço bem este autor. E gostei de o conhecer. É precisamente o «gene egoísta», chame-se o que se lhe chamar, que cria a História Humana. E essa criação, presença tão volátil e invisível como o núcleo dos átomos, revela a mesma poderosa e consistente energia dos átomos. Aliás, tudo é construído a partir desses ínfimos e poderosíssimos «blocos de realidade»...Irremediavelmente «egoístas», para preservar a sua identidade atómica. E sabe-se lá que mais.
ResponderEliminarBem quisera eu que preservasse para todo o sempre esta minha mente consciente e a sua história individual e pessoal. Era pedir de mais, não era Luís? E no entanto é isso que os crentes pedem na reencarnação e na ressurreição. "Grosso modo".
Não é o meu caso, como se depreende do meu post. Mas Mário, vamos sempre cair no mesmo: o sentido da vida. Se houvesse algum sentido para a nossa vida, poderia ser servir a longevidade dos genes? Dás-te bem com essa ideia?...
ResponderEliminarBravo, Luis! Gostei. Vejo que estás a “ressuscitar” da tua gripe, o que já é uma boa nova.
ResponderEliminarQue as melhoras sejam rápidas e definitivas, pois a prova está feita que a tua presença é apreciada neste blog. E bem merecida!
Quanto à tua ultima frase sobre o sentido da vida, não achas que a vida se justifica nela mesma, sem forçosamente ser preciso atribuir-lhe uma finalidade qualquer? E se finalidade há, ela não será relativa ao individuo, mas à necessidade biológica de conservação da espécie. Como tu dizes, os genes. A finalidade da vida que o homem questiona, tem a ver, com o que o Mário chama o “desejo humano incontido de "mais vida" “. Aí reside, creio eu, toda a “desolação” da nossa mente consciente.
E ainda há quem duvide que o homem é um ser intrinsecamente insatisfeito!
Obrigado, já estou quase bom, ficou uma tosse irritante...
ResponderEliminarEstou capaz de concordar que a vida simplesmente é, mas era bonito haver uma finalidade. Não vejo razões para que isso se confirme. Quanto à "necessidade biológica de conservação da espécie", não é claro para mim qual é o nível mais relevante de selecção e quem está ao serviço de quem. Intuitivamente, parece-me que tudo serve a sobrevivência das sequências genéticas, mas também vejo razões para defender outras posições. Sem dúvida que somos impelidos a procurar a manutenção da vida. Mas já viram como os hamsters correm nas rodinhas das gaiolas? Às vezes pergunto-me se não somos um pouco assim.
Este post está carregadinho de sumo. Nem sei por onde lhe pegar.
ResponderEliminarTambém descubro nele algumas imprecisões acerca da ressurreição cristã, mas o Luis não podia adivinhar, como eu próprio não sabia até que ponto a doutrina do Buda (sem Deus e sem alma) foi distorcida e acabou praticamente em mais uma religião.
Como já disse, há vários cristianismos e, mesmo dentro do mesmo cristianismo subsistem práticas e doutrinações contrárias â teologia oficial. Por exemplo, para a teologia cristã-católica não existem almas. O homem, quando morre, dele não sobrevive uma alma, porque o homem é um todo integral e como tal será integralmente ressuscitado no “fim dos tempos”. Isso não impediu que surgisse o culto das alminhas, acarinhado pelo clero. Apesar de um claro desvio da ortodoxia ,este culto não só não foi censurado como deu lugar a um rendoso negócio, pelo sufrágio das almas dos defuntos, em compasso de espera num mar de fogo purificador às portas do almejado paraíso.
Outro desvio da ortodoxia cristã diz respeito à ressurreição (salvação). Tal como no budismo que tu referes (sem Deus e sem almas) a ressurreição cristã e a própria fé não são um prémio pelo bom comportamento. São, tal como aprendi na teologia dogmática (aluno do frei Bento Domingues nesta cadeira) uma dádiva de Deus aos homens -um dom de Deus- como parte integrante do dom da própria vida. Isto significa que todos os homens, sem excepção, mesmo que desconheçam este “amor divino”, estão destinados à ressurreição. E por isso Jesus Cristo não foi mais um messias para os Judeus, mas um messias para o corpo da Humanidade inteira e da qual ele é a “cabeça” .
Resumindo: o culto das almas é uma crendice e a ressurreição é inerente ao dom da vida. Como quem diz que o paraíso terá de ser deliberadamente recusado porque o seu destino foi, desde sempre, a ressurreição ou glorificação.
"O seu destino...", quero dizer o destino do homem.
ResponderEliminarA diferença fundamental entre budismo e cristianismo não está na existência de um “ego” mas no caracter pessoal deste “ego” e numa relação inter-pessoal com o próprio Deus. Esta é uma teologia complicada e inexplicável que conduz a uma proclamação definitiva e inconclusiva : “Mistério da Fé”.
ResponderEliminarPara mim foi esclarecedora a exposição do Luis acerca do “seu budismo” e do que entende por reencarnação ou renascimento.
Ler a parte final do teu post foi como recordar a leitura dos filósofos existencialistas da primeira metade do século passado. Para eles, como para ti, a existência é um puro “devir”. Não existe “essência” nas coisas e “tudo é feito de mudança”. Voltando à terminologia que tenho utilizado, não existe nas coisas “forma e fundo” mas apenas formas em permanente mutação. E a consciencia deste “processo” não acrescenta nada de novo. Ou melhor, acrescenta-lhe o sofrimento que só acaba com a morte (para os existencialistas) ou com a iluminação (para os budistas).
Para os existencialistas o homem só pode ser verdadeiramente definido quando cessa a existência. Só então adquire uma certa “essência”: ser nada. O nosso escritor filósofo Virgilo Ferreira escreveu ,a propósito, o elucidativo titulo “Nítido Nulo” e o Francês Jean Paul Sartre “L’Être Et le Néant”.
Qual a diferença, Luis, entre o teu budismo e o existencialismo? Posso arriscar uma resposta? Aí vai: tu crês na iluminação e os existencialistas em coisa nenhuma (nítido nulo); tu és um crente (na iluminação) e os existencialistas ateus inveterados.
Por isso dizes que era mais lindo a vida ter sentido, quando os existencialistas concluem pelo absurdo da existência.
Tu intuis, e muito bem, que atingir a iluminação não pode ser o “fim do caminho”. E outros intuiram antes de ti. Por isso imaginaram uns iluminados “especiais”dispostos a reencarnar, não por “necessidade”, mas por “espirito de missão”.
Na verdade, é intolerável, mesmo até para um iluminado, dar uma obra por acabada, porque isso parece ser sinónimo de morte definitiva. Parar é morrer.
Quanto a isso eu estou descansado. E os cientistas comigo. Eu digo, perante a enormidade do que falta conhecer que “sei que nada sei”. Os homens da ciência vêem os universos multiplicarem-se….
Aprendi aqui umas coisas sobre teologia. Se há menos cristandades que budismos, deve ser por pouco!...
ResponderEliminarAs tuas conversas passadas sobre existencialismo tinham-me feito investigar e aí vou partilhar a opinião de Camus: "Para Camus, a beleza com que as pessoas se deparam na vida torna-a digna de ser vivida. As pessoas podem criar um significado para as suas próprias vidas, que pode não ser o significado objectivo da vida, mas ainda assim pode oferecer algo pelo qual lutar. No entanto, ele insistiu que se deve sempre manter uma distância irônica entre este significado inventado e o conhecimento do absurdo, não vá o significado fictício tomar o lugar do absurdo."
Estou mesmo nesse ponto. Acho que sentado entre os existencialistas, os niilistas e absurdistas não ia encontrar grande polémica para discutir...
Ma acerca de os budistas quererem ter a obra inacabada, não é bem assim. Àqueles que, após a iluminação, prosseguem no budismo por amor à doutrina, chamam eles os "Incuráveis". !!!
Ainda não acabei os comentários a este post sumarento. Mas não sei se virei cá hoje, que estou muito cansado. Vim para a aldeia, ontem. Cortei a relva, plantei uma nespereira, varri o quintal e cavei tres canteiros. Pequenos, é verdade, mas para quem é "filho de uma mãe doente"...a coisa foi puxadinha...
ResponderEliminarHyakujo, o mestre Zen chinês, costumava trabalhar com os seus alunos, mesmo aos oitenta anos, aparando o jardim, limpando o terreno e podando as árvores.
ResponderEliminarOs alunos sentiam pena de ver o velho mestre trabalhando tão duro, mas sabiam que ele não iria escutar os seus conselhos para parar, por isso esconderam as suas ferramentas.
Naquele dia o mestre não comeu. No dia seguinte não comeu, nem no outro. "Ele pode estar zangado por termos escondido as suas ferramentas," os alunos supuseram. "É melhor devolvê-las."
No dia em que o fizeram, o mestre trabalhou e comeu como antes. À noite ele os instruiu: "Quem não trabalha, não come."
Quanto mais o Luís me introduz nos "segredos" do budismo, mais alergias provoca na minha sensível rede de neurónios (eu disse sensível?).
ResponderEliminarMeu caro Luís, penso que te deixaste seduzir pelo "formalismo" das coisas e dos actos das pessoas, inclusive o próprio acto de pensar. A vida e o universo reduzidos a "modelos".
"Quem não trabalha não come" e sempre foi assim e sempre assim será. É este o modelo e nada há a fazer. Conformar-nos a este pensamento depois de o intuir em toda a sua absoluta dimensão é o grau máximo do conhecimento e da sabedoria. Ele, Buda, diz Iluminação.
Mas, diz o Luís, o budismo não é estático e o que se nos afigura como tal, para o budista é, de facto, a radicalidade prática do seu pensamento. "Quem não trabalha, não come". É incontestável que todo o movimento determina outro, num encadeamento imparável de causas e efeitos, perante a impotência do pobre ser humano, que assiste conscientemente ao espectáculo efémero do verdadeiro fogo de artifício que é a vida. Cada um de nós não passa de um foguete que se eleva conscientemnente até às alturas para depois se esfumar num estoiro de morte.
Admirem a beleza da explosão e consolem-se com a luz que encheu a noite desta vida passageira, doutrina o monge.
Tudo fomas fugazes, modelos engenhosamente concebidos e realizados. E modelos somente.
Resta uma derradeira pergunta, mas ao budismo já não interessa, pela simples razão de que não tem resposta, o que é pura verdade: quem concebe os modelos?
O budismo foge de um Deus Criador como o diabo foge da cruz. A pergunta é arreliadora e desafiante e porque não tem resposta, respondida deve estar. É uma pergunta que causa um incómodo irremediável e só serve para atormentar o monge. "Va de retro satanas".
Para mim não interessa muito saber se a pergunta tem ou não resposta até porque emerge logo a nova pergunta “quem criou o Criador”. O que me deixa intrigado e excitado é o facto de nós formularmos a pergunta e agirmos como se a resposta estivesse ao nosso alcance. Se não foi para ontem, como sonhamos, quem sabe não será para amanhã?
E assim fomos construindo uma cultura de teologias e filosofias e assim avançamos, corajosamente, quase às cegas, em todas as direcções que a ciência aponta à nossa curiosidade insaciável.
Há um debate aceso entre os homens da ciência acerca dos limites do conhecimento humano. Será que ainda podemos avançar mais para além das particulas das particulas das particulas? Será que podemos viajar através de um "multiverso"?
Para quê preocupar-me com estas questões sabendo que não têm resposta no horizonte da minha vida?
Vão sofrimento, diz o monge.
Pois é, Luis, aqui o Mário tem a mania que há-de agarrar as "formas" pelos tomates, como se diz aqui na aldeia, porque as formas têm mesmo um fundo, bem lá no fundo (onde estão precisamente os ditos), por mais esquivos que sejam os meneios do senhor “ Real".
Em tempo:
ResponderEliminarVou tentar fazê-lo num próximo comentário. Descansa, que não serás tu o apalpado….
Atenção! Eu sou testemunha!
ResponderEliminarCuidado - ser testemunha não exclui automaticamente ser vítima!
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