quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Hoje, Buda Não Seria Budista
O Limabar fez notar que nós estamos dependentes dos "ensinamentos ancestrais": "Não obstante os progressos fenomenais da ciência e da técnica, o homem moderno, continua a ser aluno dos “mestres” da “pré-história”, no que concerne as ciências humanas.
Não é estranho?".
É estranho, sim, meu caro Lima, e tem sido causa do desencontro patente entre religião e ciência. A ciência desenvolve-se assentando nas suas realizações anteriores, ora rectificando, ora avançando com novas realizações. Em contraste flagrante, aquilo que designas por "ciências humanas" agita diante nós os livros sagrados que contêm as verdades infaliveis e imutáveis, pretendendo fundamentar nestas verdades a moral e a ética. E falam em "valores" e "principios". Melhor dizendo, na falta deles, neste mundo degenerado...
Eu digo que Buda não seria, hoje, budista, do mesmo modo que não vi Picasso fazer a pintura de Miguel Angelo, Rafael ou Leonardo da Vinci. Nem Saramago se exprimiu como Camões. E não é apenas uma questão de "forma". Isto acontece porque não possuimos uma "alma imutável". Tudo evolui na humanidade que somos e não apenas numa das suas "partes". Porque não há "duas substancias". O nosso pensamento evolui com o tempo e no espaço.
Quando Buda toma consciencia da sua condição humana não transcende o espaço e o tempo em que vive, porque a sua consciencia será sempre a "consciencia de" (desta realidade aqui e agora) e não uma visão pura ou absoluta da realidade, como se pudesse alargar a sua visão a quatro biliões de história passada ou à perspectiva de outros tantos biliões futuros. Mas hoje, pelo mesmo processo de reflexão e em face dos conhecimentos actuais, fá-lo-ia e consciente de que os horizontes ainda não estão fechados. Tal pensamento determinaria um discruso diferente e também uma ética e uma moral distintas. É apenas um exemplo.
Volto a dizer: é o sentimento de reverencia e justissima admiração pelo pensamento e pelos sentimentos dos nossos "ancestrais" que continua a "produzir" budistas e cristãos entre gente "culta". Para muitos outros é a simples ignorancia.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Farsantes
O farsante
Desata
O nó da gravata
Enforca com ela
A impiedade que grassa
Como a febre amarela
Entre a gente da praça
O farsante aprendeu
Ao entrar no liceu
A fazer direitinho
O nó da gravata
E rata…
Nem vê-la
Muito menos
Comê-la
Que nojo!
Traz a peste no bojo
O pecado
O diabo
Maldição de Eva e Adão
O farsante não viu
Solitário rapazinho
Que não queria
Não podia
Ter gatas e ratas
E foi tocando o bichinho
Um recurso à mão
Para salvar na peleja
A vocação
Se há ratas pra alguém
Só para os filhos da mãe
Aqui
Sem palavras obscenas
Passarinhas
Apenas
Asseadas
Lavadinhas
Perfumadas
Guardadas em redoma
Não há gato que as coma
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Car Sagan e a Vida Depois da Morte
Depois de ter desmistificado de forma contundente as aldrabices de espíritos desincarnados, dos contactos com os mortos ou com os extra terrestres, Carl Sagan exprime o desejo íntimo, "infantil", como o classifica, de conversar com os seus entes queridos falecidos. O melhor é passar-lhe a palavra:
"Os meu pais morreram há anos. Eu era-lhes muito chegado.Ainda sinto terrivelmente a sua falta e sei que sempre a hei-de sentir. Anseio por acreditar que a sua essência, as suas personalidades, o que eu tanto amava neles ainda existem -de facto e na realidade- algures. Não pediria muito, só cinco ou dez minutos por ano, por exemplo, para lhes falar dos netos, para os pôr ao corrente das noticias mais recentes, para lhes recordar que os amo. Há uma parte em mim -por muito infantil que isto possa parecer- que se interroga como estarão."Vai tudo bem?", apetece-me perguntar. As últimas palavras que dei comigo a dizer ao meu pai, no momento da sua morte, foram "cuida de ti".
"Por vezes sonho que estou a falar com os meus pais e, de súbito,(...)sou invadido pela sensação intensa de que eles não morreram, de que foi tudo um erro tremendo. (...)Quando acordo, passo de novo por um processo de luto abreviado. Para falar com franqueza, há qualquer coisa dentro de mim pronta a acreditar na vida depois da morte, sem estar minimamente interessada em saber se existe alguma prova disso.
"Por esse motivo não rio da mulher que visita a campa do marido e que conversa com ele de vez em quando. (...)E se tenho problema com o estatuto ontológico daquele com quem ela está a falar, não há problema. Não é disso que se trata, mas de os seres humanos serem humanos".
"Mas isso não significa que eu esteja disposto a aceitar as pretensões de um médium, que afirma comunicar com os espíritos dos seres queridos que nos deixaram, quando estou consciente de que a sua prática tresanda a fraude".
Eu não saberia expressar melhor os meus próprios sentimentos a respeito desta matéria.
Acerca da "vida depois da morte" há muitos palpites e muitos destes palpites transformaram-se em crenças poderosamente arraigadas. Pois a mim parece-me infinitamente mais difícil ter um palpite certeiro nesta matéria do que acertar no euro milhões. É que, para este, quase todas as semanas há um ou mais palpites certeiros; já sobre a "vida depois da morte" está para nascer o primeiro apostador que "esfregue na cara" dos incréus, vitorioso, o bilhete premiado com a sua eternidade...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sentimentos!...
O meu ultimo comentário neste blog foi como um grito espontâneo de inconformismo, face à realidade da condição humana. Penso que já noutras ocasiões esse sentimento transcendeu nos meus propósitos. Que as contingências da vida provoquem preocupações, e por consequência inconformismo, é certamente inerente à própria vida. E cada um carrega a sua cruz! Não todos a mesma cruz , nem todos com a mesma dotação! A natureza só obedece às suas leis, e desconhece ética ou compaixão.
Esta manhã, ao remexer no fundo de gavetas onde conservo certas velharias, fiquei largos momentos absorvido, o olhar pregado ao manuscrito ferrugento e amachucado que encontrei atrás de um monte de papeis, bem lá no fundo, onde só vamos em caso de despejo. Recordações, ingenuidades de juventude! E, ao ler os versos que aqui transcrevo, um sentimento estranho me invadiu: o meu inconformismo não é da idade! Eu sempre fui assim!
Aniversário
Vinte anos! E agarrei-me a esta pedra bruta
Que é a vida insatisfeita e louca.
E esta esperança que de há muito é pouca
Vai-se acabando nos ardores da luta.
Agreste encosta, atalhos de labuta;
Caminhos de rochedos e de feras!
A vida, altiva, disse: -Porque esperas?
-Sobe, cobarde, ou morre nessa gruta.
Comecei a subir. Qual vagabundo,
Roto e esfaimado, olhei o monte informe!
E outra vez eu a vê-lo eu jamais torne
Se alguma vez quisera vir ao mundo.
Vinte anos! E agarrei-me a esta pedra bruta
Que encontrei a meio da montanha.
Parti-a toda... e a sua alma é estranha
Como esta voz que a minha alma escuta!
Era na foz do Douro. Corria o ano de 1964.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Recuar No Tempo, Aproximar Da Verdade
Apenas te recordo no rosto de um rapazinho de treze anos. Não só "vejo" ainda os traços de um rosto a entrar na puberdade, como "ouço" claramente o timbre da tua voz e paro para te observar sentado num muro velho, da velhinha Falperra, ou sentado no chão, recostado a uma árvore mergulhado na leitura de um livro de aventuras. Talvez de Júlio Verne, porque existia na biblioteca do seminário a colecção completa ou quase. Livros da minha alegria.
Cresceste para adulto, pai e avô e não me admirava nada que, depois de mais de cinquenta anos, nos tivéssemos cruzado em Ponte de Lima, Viana do Castelo ou Barcelos, sem nos reconhecermos. Tu, em férias vindo de França onde resides, eu a partir da pequenina aldeia de Balugães, bem próxima destes centros de turismo.
Imagino que tenhas visitado uma ou outra vez a famosa feira de Barcelos e que a gente se tenha cruzado no meio do turbilhão de carros e gente. E não te reconheci numa figura que deixara de me ser “familiar”. Terás sido um estranho como qualquer outro. Uma simples forma de gente ambulante. Uma identidade, seguramente, porque todos temos uma, no papel ou sem papel.
O que falhou para que não acontecesse o nosso reencontro, na feira de Barcelos, não tem a ver com a tua incontestável identidade, mas com a fragilidade daquele que te observa, neste caso, eu. Fragilidade ou “superficialidade”ou simplesmente falta de “diálogo”.
Bastava que tropeçasse em ti, te pisasse os calos do pé direito (!?) e tu reagisses. Algum de nós poderia “olhar” mais atentamente, ver traços do rosto ou da figura toda que o tempo não conseguira esbater completamente, e entabular uma conversa que nos aproximasse da Falperra de cinquenta anos atrás. E fazia-se luz.
A história do conhecimento segue um percurso semelhante. Se queremos descobrir uma identidade temos de fazer um esforço de memória e entendimento. E mesmo assim, a identidade das coisas é tão profunda e misteriosa que, depois de séculos a perguntar, dissecar, equacionar e, a partir de uns tempos a esta parte, também a reproduzi-la, ainda estamos naquela de «um boi a olhar para um palácio».
Do meu ponto de vista fica claro que o Lima passeava-se sempre na feira de Barcelos, independentemente de eu o encontrar ou não, de eu o reconhecer ou não. Porque a realidade está sempre um passo à nossa frente. E é por isso que a podemos observar. Mas uma simples observação não chega para obter a “identidade”. Teremos que avançar até ao ADN do Universo…para uma identificação completa do que somos e até onde poderemos chegar.
Convenhamos que é uma tarefa mais ao alcance dos Deuses que dos Homens. Há dois mil e quinhentos anos já os gregos tinham percebido isso… E Buda também, só que este achou que o melhor era desaparecer!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Um designio para o nosso universo?
Será que por este caminho conseguirei dar alguma consistência às formas-modelos voláteis e irrequietas da Realidade do Luis? Não sei, mas uma coisa é certa: vou ter de lhe partir a cabeça por uma segunda vez desde que viemos para este sitio conversar…
“Tudo é composto de mudança”, como diz o poeta, mas em progressão criativa, digo eu. Neste sentido, aquilo que nós percebemos como mudança ou movimento é, fundamentalmente, uma realidade nova. Isto equivale a dizer que as coisas não mudam para ficar tudo como dantes, num bailado incessante , repetitivo e sem sentido. Porém, fique claro que o “sentido” da mudança está na nova realidade criada e não numa qualquer pre-determinação ou desígnio…mas só até que surja um observador interveniente. Penso eu.
Quando a força do vento derruba um vaso da varanda e cai, por acaso, em cima da cabeça do Luis que ia, também por acaso, a passar naquele preciso instante, não existe aqui qualquer desígnio, apesar de haver um nexo inquestionável entre causa e efeito e uma cabeça partida por cauda evidente.
Tudo se altera se for o malandro do Lima a atirar o vaso à cabeça do Luis. O nexo causal é precisamente o mesmo, mas agora há um tenebroso desígnio por detrás…
Esta pequena paródia coloca-nos , de certo modo, perante aquilo que os físicos designam pelos principios copernicano e antrópico. Claro que o vento que derruba o vaso sem qualquer desígnio pode sempre ser transformado no Deus Eólo, mas todos sabemos que tem tanto de verdade como o Pai Natal a descer pela chaminé e colocar as prendas no sapatinho.
Por outro lado, o tenebroso desígnio do Lima, tão real e eficaz como o Deus Eólo, quero dizer, o vento, é uma urdidura bem montada pelo Lima, que calculou a distancia e imprimeiu a força necessária ao gesto para realizar o intento. Esquema. Modelo. Forma. Ideia. Tudo nascido daquela cabecinha malandra.
O que não podemos fazer, em tempo algum, é esquecer a dupla face da realidade que contem nas suas entranhas tanto o desígnio (do Lima)como o não desígnio (do vento). A não ser que o Lima e a sua cabecinha pensadora tenta tanta consistência como o Pai Natal da chaminé!
Esta aparente ou real contradição do senhor “Real”foi percebida pelo Luis budista, o que faz prova da sua inteligência e de que não anda neste mundo por ver andar os outros. Apesar disso, não me dispenso de lhe partir a cabeça, porque fico sempre com a impressão que ficou parado a contemplar a sua fantástica descoberta. Não me admiraria nada que o Luis budista ao ver o Lima a apontar o vaso à sua cabeça, acompanhando o gesto com insultos à sua honrada mãe, lhe dissesse calmamente como o outro: então não sabes que está aqui um homem que não se importa que lhe partas a cabeça?
Assim também eu, Luis! Depois da anestesia da iluminação, aquilo não dói nada…
(E o Lima esfalfou-se em vã glória de exibição de poder).
Já perceberam a conclusão de que o “fundo das coisas”, bem real e bem duro, que eu disse que apalpava, é um paradoxo dos diabos. Ser ou não ser. Com desígnio, sem desígnio. Tudo à molhada!
Ajudem um bocadinho a descalçar esta bota. Seja lá o caminho que tomarem, nunca se vão livrar da contradição.
E cá para nós: que piada tem um jogo depois de chegar ao fim?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Reencarnação do post anterior
Podia agora correr o risco de vos passar a minha versãozita do Budismo. Há tantas disponíveis, também teria direito. Mas não fui de facto o autor desta variante (ver por ex. http://www.indianetzone.com/29/rebirth_cycle_consciousness_buddhist_philosophy.htm). Entretanto, gosto de pensar que era assim que o Buda realmente via as coisas. Mas se não via, também não faz mal.
A crença comum de reencarnação está associada ao conceito de karma e será mais ou menos assim (vou já avisando que não acredito em absolutamente nada disto): uma criatura está viva e, ao longo da sua vida, vai fazendo acções que são "boas" ou "más", e com isso acumulando um "saldo" devedor ou credor de "mérito". No momento da morte, consoante o saldo, produz-se uma reencarnação mais "favorável" ou "desfavorável", sendo que uma vida humana é considerado bastante bom, pelo potencial que tem de cessação da ignorância. Se se conseguir atingir a iluminação, o ciclo de renascimento cessa. Ou seja, o renascimento não é um prémio por coisa nenhuma, mas apenas sintomático de que o processo não está concluído. Adicionalmente, alguns seres que atingiram a iluminação escolhem deliberadamente originar uma nova reencarnação para benefício de todas as criaturas, com a missão de as ajudar a atingir a iluminação.
Reitero como ponto fulcral que, ao contrário da ressurreição cristã, a reencarnação não é tida como positiva em si mesma, antes pelo contrário. Ela existe enquanto houver ignorância, e cessa com a cessação da ignorância. Mas há ainda outra diferença fundamental: é que não existe uma alma que reencarne. Ou seja, umas reencarnações são a continuidade "kármica" das outras, mas não há uma entidade que transmigre entre corpos. Há um elo de causalidade que se presume estreito entre a criatura falecida e a renascida. O budismo, além de não ter deus, também não tem alma. Também não é muito activo a negá-la, simplesmente porque essa questão não é crucial ao âmbito do budismo, e o Buda preferiu não batalhar nessas polémicas. Para mim é natural que, num contexto social de hinduísmo, uma interpretação popular tenha sido a de uma alma que passa de corpo em corpo e Buda terá certamente tido grande dificuldade em fazer passar a sua mensagem sem distorções.
A visão que eu privilegio é bastante diferente. Uma diferença crucial é de escala. A outra tem implicações morais. Mas existe um estreito paralelo com o descrito atrás.
Já partilhei convosco esta ideia de inexistência de um ego. Ou seja, embora tudo exista (em particular toda a matéria de mim próprio), sempre que consideramos um agregado particular, seja ele um átomo, um dedo, eu, uma turma de liceu, um país, tudo isso são modelos da realidade mas não têm existência intrínseca. Não há um "eu" de dedo. Não há um "eu" de mim. Não há um "eu" de Portugal. Essas coisas têm um valor enquanto modelos a serem processados por mentes conscientes, neste caso humanas, com a curiosidade adicional de que estas "mentes" enquanto tal também são modelos, porque podem ser considerados grupos de neurónios, ou grupos de agregados de maior nível (córtex, amígdala, etc.) - digo isto sem fazer aqui qualquer apologia de qualquer dualidade mente/corpo; poderia ter dito mentes-no-corpo, portanto, ou mentes-corpo, ou até só corpo se se preferir. E estes modelos são úteis no contexto de um elevadíssimo pragmatismo que é o dos organismos sujeitos a selecção natural. Há que reconhecer que é mais fácil de explicar o comportamento evolutivo das espécies da forma habitual do que tentar reduzir tudo ao movimento de átomos. Mas não me parece de todo impossível. Apenas excessivamente complicado para mentes como as nossas. Dá jeito simplificar. O risco é pensar-se que os modelos é que são a realidade, mas isso é inevitável.
Continuando. A verdade é que é incontestável que, ego ou não ego, há uma incidência de causalidade muito forte na matéria que "me" compõe, incidência essa a que me apetece agora chamar "karma". Sem dúvida, tudo o que se passa com a "minha" matéria (desculpem usar aqui um modelozito que sou eu) tem mais implicações na "minha" matéria, regra geral, do que na de outros. A concepção consciente de continuidade do meu corpo entre dois instantes consecutivos, reforçada pela relativamente reduzida mutabilidade do mesmo em tão curtos períodos, é que é, para mim, a reencarnação. Portanto, enquanto - por ignorância, digo - tiver apego a esta ideia de um "eu" intrinsecamente existente, então renasço em mim próprio, transportando para o instante seguinte toda a carga causa-efeito que provém do instante anterior. A implicação moral aqui é que, na minha acepção, não existe uma justiça universal que premeia o bem com o bem e o mal com o mal. Nem tal faria sentido, na ausência de egos. O sofrimento aumenta ou diminui. Não aumenta nem diminui para ninguém em particular. Aumenta ou diminui. É só. Quem atinge a iluminação transcende a ilusão desta continuidade individual. Transcende as suas próprias motivações egocêntricas. E ao fazê-lo, necessariamente quebra uma parte importante deste efeito de causalidade. Porque é uma mudança grande. E ao quebrar o conceito de ego, não renasce mais.
Também se pode ver um certo paralelismo com a ressurreição cristã, em especial na expressão "é preciso renascer". Renascer face a nós próprios em cada instante, por oposição a morrer e renascer de novo, numa qualquer forma por estabelecer... mais ou menos anjinho...? Mas penso que é forçar um pouco encontrar grandes semelhanças. O cristianismo assenta fortemente no ego individual, sob a forma da alma. É uma diferença lapidar.