sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Votos de um Bom Ano

Para todos os amigos que vêm à Laje Negra, votos de um feliz Ano Novo.
Como sou um optimista por natureza, penso sempre que o próximo ano vai ser melhor que o anterior. Mas a verdade é que a História me empurra para esse optimismo.
Quando era miúdo, ouvia cantar as «janeiras» com versos que convidavam ao optimismo, comos estes:

Ano Velho deixa o Novo
Deixa o Novo governar
Enquanto tu governaste
Ninguém te pôde aturar.

Juro que não tem nada que ver com a política!

Um grande a fraterno abraço

Mário Neiva

3 comentários:

  1. Acerca do optimismo, havia um tipo que, de ar preocupado, se afirmava optimista. E pergunta o outro "Então, mas se és optimista, porquê esse ar preocupado?". E responde o primeiro "Tenho a impressão de que os factos não sustentam o meu optimismo..."

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  2. Matt Ridley escreveu um livro, que considero fabuloso, com o título «O Genoma» onde afirma, ele um cientista da genética, que nós «somos uma geração de sortudos», porque com a inicio da descodificação do ADN vamos, finalmente, ler o livro da vida, não de forma indirecta, escavando fósseis, vasculhando restos de antepassados ou afundando-nos em bibliotecas (demasiado limitadas e recentes para a vasta e longa história da vida) mas fazendo a leitura em primeira mão da génese, do desenvolvimento passo-a-passo e das vicissitudes da vida multiplicada por uma infinidade de formas. Sempre as «formas», como que a riqueza e beleza do SER a desdobrar-se. E aqui para nós, Luis, é mesmo a Realidade que se multiplica num verdadeiro fogo de artificio de belissimas «formas», no pensamento aqui do Mário anti-cartesiano, sendo que as «etiquetas» que a gente cola a essas formas, quer sejam estrelas ou constelações , átomos ou bosões, em nada diminuem ou acrescentam à realidade etiquetada. Mas as etiquetas (palavras-conceitos)são as «setas» indicativas do caminho percorrido e a percorrer nesta verdadeira e gigantesca floresta em que o SER se multiplicou. É verdade que não passamos de uns escuteiros «lobitos" imberbes, meio perdidos, armados em «caminheiros-chefes», impantes de optimismo juvenil.
    E os factos parecem sustentar a juvenil cagança...

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  3. O problema é que há muitas pessoas que "compram pela etiqueta".

    O Woody Allen tinha uma personagem que vendia t-shirts, mas embora fossem melhores que as da concorrência, não vendia quase nada. Então ouviu uma voz ressonante e bem modulada que vinha do céu e lhe disse "Coze-lhes um pequeno crocodilo". Ele não entendeu, mas obedeceu e - contemplai! - as t-shirts venderam-se como roscas (donuts) e entre a concorrência houve pranto e ranger de dentes.

    Acerca de "O Genoma":
    http://luisferreira.blogspot.com/2007/08/leituras-genoma.html
    ;-)

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