sábado, 13 de dezembro de 2025

 

Não sei onde estás amigo Mário, só sei onde não estás.

Mas onde estiveres, se estiveres, estes pequenos versos são para ti.

Sei que, se estivesses, ficarias contente em os ler.


La Vie


Ce n'est rien la vie, c'est un charnel désir.

C'est un ébat mené sans retenue.

Naît dans un cri, s'en va dans un soupir

Sans savoir pour quoi elle est venue.


De la nature, impulsion vitale,

De l'univers, mystère insoupçonné.

Fille gentille du bien et sœur du mal.

Pour Jupiter ! Quel Bon Dieu l'aura créée !?



Alguém dirá que cheira a niilismo.

Niilismo ou não, é a minha convicção.



terça-feira, 15 de julho de 2025

 Passa o tempo 

O tempo é fio que passa
E se enrola em andamento.
É alegria ou desgraça
Conforme a roda que gira ...
O tempo é uma mentira
Que envenena o pensamento.

Ao romper da madrugada
Eram loucas esperanças
De uma agradável jornada !
Mas a noite logo veio ...
E do possível recheio
Só ficaram as lembranças.

Noites de tempo infinito
Onde repassa a história
De tudo o que foi escrito
No registo do passado
E que não foi apagado
Pelo tempo na memória.

Carrasco de sonhadores,
Assassino de ilusões,
Coveiro dos vencedores.
O tempo afaga e flagela,
Abre à vida uma janela
E mete a vida em caixões.

O passado é esquecimento,
O futuro é uma quimera.
Resta-nos esse momento
De um presente fugidio.
Pois  cortar do tempo o fio
Ainda ninguém o soubera.

O tempo é rio a correr
Da nascente até à foz.
Espalha alegria e sofrer
Dispensa calor ou frio
Sem nunca quebrar o fio ...
E quem quebra somos nós.